XXI Congresso Brasileiro de Genética Médica




   Na última semana do dia 11 a 15 de junho de 2013, aconteceu o XXI Congresso Brasileiro de Genética Médica, no Costão do Santinho em Florianópolis - SC, no qual a fonoaudióloga Ingrid Vieira participou como palestrante em uma Oficina e Palestra do Congresso.
 
 
   A Fonoaudióloga Ingrid Vieira foi convidada a ministrar palestra na Oficina de Fonoaudiologia com objetivo de apresentar sua atuação fonoaudiológica nos casos de síndromes genéticas atendidas, coordenada pela Dra. Erlane Marques Ribeiro.
  
   A identificação precoce dos casos de pacientes com doenças genéticas é fundamental para o manejo adequado desses pacientes. A caracterização fonoaudiológica das doenças genéticas permite a melhor atuação do fonoaudiólogo na avaliação e terapia de cada caso, propiciando o maior sucesso e adaptação do indivíduo na sociedade. A contribuição do fonoaudiólogo é importante para o reconhecimento precoce e o manejo adequado das síndromes  genéticas.
 
Temas apresentados na Oficina de Fonoaudiologia:
  1. Doenças genéticas mais comuns na prática do fonoaudiólogo. Dra Erlane Marques Ribeiro (Estácio FMJ/ SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DO CEARÁ)
  2. Diagnóstico Fonoadiológico nas síndromes genéticas ” Fga Dra. Célia Giacheti ( Curso de Fonoaudiologia-UNESP-Marilia-SP  )
  3. Intervenção Fonoaudiológica nas crianças com alterações genéticas. Fga Ingrid Vieira de Souza (  Clínica Integrada e APAE SC   )
  4. A disfagia nas síndromes genéticas: atuação do fonoaudiólogo.  - Fga  Dra. Ana Maria Furkim (Curso de Graduação em Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
 

 
  
    A Fonoaudióloga Ingrid Vieira foi convidada pela Dra. Pricila Bernardi para ministrar palestra na Mesa Redonda “O trabalho multidisciplinar na prática da Genética Médica”, coordenada pela Dra. Raquel Boy (RJ).


 
 
   Um dos primeiros sinais de distúrbio ou desequilíbrio no desenvolvimento de uma criança é o Atraso na Linguagem, por isso a importância da avaliação fonoaudiológica nos primeiros anos de vida. Além do desenvolvimento da linguagem, o fonoaudiólogo avalia e trata as alterações no desenvolvimento das funções neurovegetativas de respiração, deglutição, sucção, mastigação e fonação.
 
   Após a avaliação e diagnóstico multidisciplinar das alterações, a criança será encaminhada para estimulação essencial, com objetivo de otimizar o desenvolvimento das habilidades.
 
 
 

Mastigação

 
   As crianças que demoram para iniciar a introdução de alimentos sólidos apresentam como consequência alterações na linguagem oral e na articulação dos fonemas.
 
   A alteração na articulação dos fonemas acontece devido ao fato da musculatura oral não desevolver adequadamente com o estímulo da mastigação.
 
   A mastigação é a função mais importante para o equilíbrio das estruturas orofaciais. Ela mantém a força dos músculos do rosto, modela a forma dos ossos e a posição dos dentes, além de ser a primeira fase da digestão dos alimentos.
 
  
Músculos da face responsáveis pela sucção, deglutição, mastigação e fala.
 
 É um engano comum achar que o bebê deve comer papinhas batidas e peneiradas por muito tempo. Esse tipo de consistência não estimula a força dos músculos e o desenvolvimento dos ossos faciais.
O ideal é abandonar antes dos 2 anos o hábito de sucção pela mamadeira e fazer iniciar o quanto antes a introdução de alimentos sólidos como os pães, frutas e verduras.
 
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/09/garoto-com-pavor-de-comer-tem-1-refeicao-apos-tratamento-pioneiro.html


Mal de Parkinson

Terapia Fonoaudiológica é essencial no Mal de Parkinson 
 
 
   O Mal de Parkinson é uma alteração neurológica progressiva e sua causa ainda não é conhecida. Alguns estudos recentes apresentam casos de mal de Parkinson em adultos jovens com achados relacionando ao fator hereditário.  
   Os sintomas característicos são: tremores, rigidez e bradicinesia, apresentando desordens na respiração, na articulação da fala, na mastigação e na deglutição. Pode acontecer a redução na intensidade da voz e da inteligibilidade da fala, ausência de modulação e entonação, gerando uma fala monótona. Em alguns casos ocorre dificuldades relacionadas à deglutição devido à diminuição da força muscular, dificuldade na realização de movimentos voluntários e redução da peristalse faringea, estas alterações podem ter como conseqüência a aspiração de restos de alimentos, saliva e líquidos para o pulmão.
   Devido a estas dificuldades relacionadas a linguagem oral, voz e deglutição é indispensável acompanhamento com o fonoaudiólogo , buscando a reabilitação da deglutição e melhorando o processo comunicativo, contribuindo assim para a melhoria na qualidade de vida do indivíduo.

Cuidados com a saúde vocal após o Carnaval

Após o Feriado do Carnaval aumenta o número de pacientes que procuram  atendimento fonoaudiológico devido a disfonia.
 
O Carnaval é uma das movimentações culturais que mais aglomera multidões e muitos cuidados com saúde são esquecidos.
 
Bebidas, cigarros, má alimentação e uso incorreto da voz podem trazer alterações como infecções das vias aéreas (nariz e garganta).

“Nessa época aumenta o índice de contágio, uma vez que as pessoas ficam mais vulneráveis a doenças infecto-contagiosas devido à queda imunológica e aos ambientes”.
 
Casos como faringite, amidalite, sinusite, inflamações, gripe e infecções intestinais. Entretanto, elas podem ser evitadas com muita hidratação, alimentação correta, moderação no consumo de bebidas alcoólicas e uma boa noite de sono.
 
Junto com o Carnaval temos a música e as entonações exaltadas da voz, como os gritos que trazem alterações vocais.
 
Produzir a voz em ambientes ruidosos (como em shows e festas) atrapalha o retorno da audição, ocasionando a falta do controle vocal, provocando atrito das pregas vocais e o ressecamento da mucosa. 
 
Precisamos redobrar o consumo de líquidos (de preferência água em temperatura ambiente) e se caso a disfonia (rouqidão, soprosidade...) persisitir por mais de uma semana, procurar um atendimento especializado.


 

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM PODEM SER EVITADAS





   As principais conseqüências da perda auditiva na infância são: distúrbio no aprendizado da linguagem, com possível atraso da aquisição de linguagem oral, distúrbios de atenção, de compreensão, de leitura e alterações de comportamento social.  
 

   A deficiência auditiva mínima (perda auditiva leve) com pouco prejuízo para um adulto, pode representar dificuldades importantes para as crianças, como não perceberem todos os fonemas igualmente e não ouvirem a voz em intensidade fraca ou distante. Geralmente estas crianças são consideradas desatentas e costumam pedir para que os outros repitam o que disseram. Além disto, uma perda leve dificulta discriminação e percepção de  alguns sons da fala, como as consoantes surdas (/s/, /p/, /t/, /k/, /f/, /th/, /sh/), que precisam de um mínimo de energia, onde em conversação rápida, caem abaixo do limiar de audição normal. 
  
   O tratamento pode demandar a utilização de prótese (AASI) e/ou outros meios de amplificação do sinal sonoro, acompanhamento médico, orientação familiar e escolar, e fonoterapia.
 

Fonte:  Pediatria  (Sao Paulo) 2007;29(1):43-49

Teste da Línguinha


   Para prevenção de alterações que podem comprometer o desenvolvimento do bebê, já existe o Teste de Apgar, do Olhinho, do Pézinho e da Orelhinha. Somados a eles agora tem o  Teste da Línguinha para diagnosticar a presença de língua presa e o grau de limitações dos movimentos causados por ela, que podem sim comprometer as funções de sugar, respirar, deglutir, mastigar e falar.

Programa Mesa Educadora


    Pelo quinto ano consecutivo, a Fonoaudióloga Ingrid Vieira ministra palestra para o Programa Mesa Educadora para Primeira Infância em Biguaçu - Projeto da GERDAU em parceria com a Prefeitura Municipal de Biguaçu.
    As pedagogas responsáveis pelo Programa Mesa Educadora do Município de Biguaçu convidam todos os anos a Fonoaudióloga Ingrid Vieira para ministrar a Palestra sobre Saúde Vocal sempre no mês de outubro em homenagem ao Dia do Professor, pois trata-se de um assunto envolvendo a prevenção de saúde e qualidade de vida do educador.
    O professor utiliza a voz como instrumento de trabalho e corre riscos de natureza ocupacional e não ocupacionais que resultam em alterações vocais:  A  Disfonia, que é um sintoma de patologias como a  Laringite, Faringite, Nódulos nas Pregas Vocais, Pólipos e até o Câncer de Laringe.
  
    Impacto sobre a saúde do professor, afeta negativamente o desempenho nas atividades de ensino, constituindo-se numa fonte permanente de frustração, insatisfação e estresse, e, não raro, de afastamento temporário ou permanente da sala de aula, o que contribui para a diminuição da qualidade de vida dos docentes e do processo de ensino-aprendizagem.


  O Programa é uma iniciativa da Empresa Gerdau, com gestão técnico-pedagógica do Instituto Razão Social (IRS) que investe na formação permanente em serviço de todos os profissionais da Educação Infantil. Hoje o Programa Mesa Educadora já é referência na formação de educação infantil dos educadores.



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Quem sou eu

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Fonoaudióloga há 22 anos, CFFa 3- 9152 Especialista em Linguagem pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia - CFFa. Especialista em Fonoaudiologia Educacional pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia - CFFa. Pós Graduada em Educação Especial: Práticas Inclusivas. Pós Graduanda em Transtorno do Espectro Autista. Certificada em Interveção Naturalista - Modelo Denver. Atendimento personalizado para : Atraso de linguagem e fala. Transtornos Motores de Fala. Orienta'ão para escolas e famílias sobre neurodesenvolvimento e inclusão.