Surdo não é Mudo

Hoje, 26 de setembro, comemora-se o Dia do Surdo!
Dia de Lembrar que os Surdos não são mudos e podem ser oralizados!


Existe uma confusão do termo "surdo-mudo"! 
A verdade é que o Deficiente Auditivo muitas vezes não fala poque não recebeu estímulos auditivos necessários para desenvolver a linguagem oral - e não por possuir algum problema nos órgãos fonoarticulatórios (boca, língua, bochechar, pregas vocais... ).
Existem diferentes graus de perdas auditivas (leve, moderada, severa e profunda), que determinam as consequências do desenvolvimento da criança e exigirão uma atuação fonoaudiológica própria e subjetiva.
As crianças com deficiência auditiva necessitam de terapia fonoaudiológica precoce, com objetivo de desenvolver a linguagem oral (englobando fala e voz). 
O papel do fonoaudiólogo em relação a criança deficiente auditiva abrange tanto a área da saúde como a área educacional. Compete ao fonoaudiólogo a função de reabilitação do surdo, a seleção e indicação de prótese auditiva e treinamento auditivo com a prótese ou implante coclear, bem como todo trabalho de orientação da família e equipe escolar.


Palestra sobre Disfagia no Curso para Fonoaudiólogos

A Fonoaudióloga Ingrid Vieira, ministrou palestra sobre Disfagia e participou nos dias 05, 06 e 07 de agosto de 2013, do I Curso para Fonoaudiólogos que atuam nas APAEs de SC, sob a Coordenação de Júlio César de Aguiar e Maria Nilza Éckel – FEAPAEs  SC  que aconteceu no Auditório do Hotel Cambirela em Florianópolis/SC.
 
O Curso teve o objetivo de capacitar os profissionais da Fonoaudiologia, nas áreas de Motricidade Oral, abordando a Disfagia, Linguagem aprofundando os estudos e práticas da Comunicação Suplementar Alternativa e no Diagnóstico utilizando o CIF.

A FEAPAEs, investiu na qualificação dos serviços de Fonoaudiologia oferecidos pelas equipes que desenvolvem as potencialidades das pessoas com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, deficiência intelectual, múltipla e autismo atendidas nas instituições especializadas mantidas pelas APAEs de Santa Catarina.

 
 
A Fonoaudióloga Ingrid Vieira foi convidada pela Coordenadora Técnica da FEAPAES, Maria Nilza Éckel, para ministrar palestra sobre Disfagia, com enfoque também na Disfagia da Criança com Deficiência.
Com a Coordenadora da FEAPAEs Técnica Maria Nilza Éckel
 
 
A palestra ministrada pela Fonoaudióloga Ingrid Vieira, abordou os aspectos teóricos da anatomofisiologia da deglutição, com conceitos, classificação, etiologia, fisiopatologia e complicações da Disfagia. Apresentou também conceitos e exposição de casos clínicos sobre:

 

  • Avaliação clínica e instrumental das disfagias;
  • Tratamento das disfagias: Reabilitação fonoaudiológica nas disfagias neurogênicas; 
O curso teve continuidade com a Terapeuta Ocupacional Silvane Penkal de Joinville, com o Tema: Classificação Internacional da Funcionalidade e Incapacidade - CIF.
 
A Classificação é específica para cada área do desenvolvimento e pode ser realizada por toda equipe técnica. Na Fonoaudiologia a CIF se mostrou como uma ferramenta útil para análise das condições linguístico-cognitivas dos indivíduos avaliados, englobando diferentes aspectos da linguagem, participação e funcionalidade. Possibilita a análise da evolução das crianças ao longo do tempo, abrangendo não apenas os aspectos negativos, como também, os positivos.
 
Além dos estudos no CIF, os Fonoaudiólogos das APAEs de SC, receberam a capacitação em Tecnologia Assistiva com Rita Bersch e Mara Sartoretto do RS, aprofundando os Fundamentos Teóricos e Práticos da Comunicação Alternativa.
 
 
 
A nova versão do Software Boardmaker foi apresentada e os fonoaudiólogos juntos planejaram as atividades criadas com o software e pranchas de comunicação interativas e interligadas.
 
O curso possibilitou um novo olhar sobre o uso da Comunicação Suplementar Alternativa, que segundo Rita Bersch é um complemento, não vai substituir a linguagem oral, vai complementar a comunicação.
 
A comunicação alternativa proporciona a possibilidade de exercício e estimulação da linguagem.

XXI Congresso Brasileiro de Genética Médica




   Na última semana do dia 11 a 15 de junho de 2013, aconteceu o XXI Congresso Brasileiro de Genética Médica, no Costão do Santinho em Florianópolis - SC, no qual a fonoaudióloga Ingrid Vieira participou como palestrante em uma Oficina e Palestra do Congresso.
 
 
   A Fonoaudióloga Ingrid Vieira foi convidada a ministrar palestra na Oficina de Fonoaudiologia com objetivo de apresentar sua atuação fonoaudiológica nos casos de síndromes genéticas atendidas, coordenada pela Dra. Erlane Marques Ribeiro.
  
   A identificação precoce dos casos de pacientes com doenças genéticas é fundamental para o manejo adequado desses pacientes. A caracterização fonoaudiológica das doenças genéticas permite a melhor atuação do fonoaudiólogo na avaliação e terapia de cada caso, propiciando o maior sucesso e adaptação do indivíduo na sociedade. A contribuição do fonoaudiólogo é importante para o reconhecimento precoce e o manejo adequado das síndromes  genéticas.
 
Temas apresentados na Oficina de Fonoaudiologia:
  1. Doenças genéticas mais comuns na prática do fonoaudiólogo. Dra Erlane Marques Ribeiro (Estácio FMJ/ SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DO CEARÁ)
  2. Diagnóstico Fonoadiológico nas síndromes genéticas ” Fga Dra. Célia Giacheti ( Curso de Fonoaudiologia-UNESP-Marilia-SP  )
  3. Intervenção Fonoaudiológica nas crianças com alterações genéticas. Fga Ingrid Vieira de Souza (  Clínica Integrada e APAE SC   )
  4. A disfagia nas síndromes genéticas: atuação do fonoaudiólogo.  - Fga  Dra. Ana Maria Furkim (Curso de Graduação em Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
 

 
  
    A Fonoaudióloga Ingrid Vieira foi convidada pela Dra. Pricila Bernardi para ministrar palestra na Mesa Redonda “O trabalho multidisciplinar na prática da Genética Médica”, coordenada pela Dra. Raquel Boy (RJ).


 
 
   Um dos primeiros sinais de distúrbio ou desequilíbrio no desenvolvimento de uma criança é o Atraso na Linguagem, por isso a importância da avaliação fonoaudiológica nos primeiros anos de vida. Além do desenvolvimento da linguagem, o fonoaudiólogo avalia e trata as alterações no desenvolvimento das funções neurovegetativas de respiração, deglutição, sucção, mastigação e fonação.
 
   Após a avaliação e diagnóstico multidisciplinar das alterações, a criança será encaminhada para estimulação essencial, com objetivo de otimizar o desenvolvimento das habilidades.
 
 
 

Mastigação

 
   As crianças que demoram para iniciar a introdução de alimentos sólidos apresentam como consequência alterações na linguagem oral e na articulação dos fonemas.
 
   A alteração na articulação dos fonemas acontece devido ao fato da musculatura oral não desevolver adequadamente com o estímulo da mastigação.
 
   A mastigação é a função mais importante para o equilíbrio das estruturas orofaciais. Ela mantém a força dos músculos do rosto, modela a forma dos ossos e a posição dos dentes, além de ser a primeira fase da digestão dos alimentos.
 
  
Músculos da face responsáveis pela sucção, deglutição, mastigação e fala.
 
 É um engano comum achar que o bebê deve comer papinhas batidas e peneiradas por muito tempo. Esse tipo de consistência não estimula a força dos músculos e o desenvolvimento dos ossos faciais.
O ideal é abandonar antes dos 2 anos o hábito de sucção pela mamadeira e fazer iniciar o quanto antes a introdução de alimentos sólidos como os pães, frutas e verduras.
 
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/09/garoto-com-pavor-de-comer-tem-1-refeicao-apos-tratamento-pioneiro.html


Mal de Parkinson

Terapia Fonoaudiológica é essencial no Mal de Parkinson 
 
 
   O Mal de Parkinson é uma alteração neurológica progressiva e sua causa ainda não é conhecida. Alguns estudos recentes apresentam casos de mal de Parkinson em adultos jovens com achados relacionando ao fator hereditário.  
   Os sintomas característicos são: tremores, rigidez e bradicinesia, apresentando desordens na respiração, na articulação da fala, na mastigação e na deglutição. Pode acontecer a redução na intensidade da voz e da inteligibilidade da fala, ausência de modulação e entonação, gerando uma fala monótona. Em alguns casos ocorre dificuldades relacionadas à deglutição devido à diminuição da força muscular, dificuldade na realização de movimentos voluntários e redução da peristalse faringea, estas alterações podem ter como conseqüência a aspiração de restos de alimentos, saliva e líquidos para o pulmão.
   Devido a estas dificuldades relacionadas a linguagem oral, voz e deglutição é indispensável acompanhamento com o fonoaudiólogo , buscando a reabilitação da deglutição e melhorando o processo comunicativo, contribuindo assim para a melhoria na qualidade de vida do indivíduo.

Cuidados com a saúde vocal após o Carnaval

Após o Feriado do Carnaval aumenta o número de pacientes que procuram  atendimento fonoaudiológico devido a disfonia.
 
O Carnaval é uma das movimentações culturais que mais aglomera multidões e muitos cuidados com saúde são esquecidos.
 
Bebidas, cigarros, má alimentação e uso incorreto da voz podem trazer alterações como infecções das vias aéreas (nariz e garganta).

“Nessa época aumenta o índice de contágio, uma vez que as pessoas ficam mais vulneráveis a doenças infecto-contagiosas devido à queda imunológica e aos ambientes”.
 
Casos como faringite, amidalite, sinusite, inflamações, gripe e infecções intestinais. Entretanto, elas podem ser evitadas com muita hidratação, alimentação correta, moderação no consumo de bebidas alcoólicas e uma boa noite de sono.
 
Junto com o Carnaval temos a música e as entonações exaltadas da voz, como os gritos que trazem alterações vocais.
 
Produzir a voz em ambientes ruidosos (como em shows e festas) atrapalha o retorno da audição, ocasionando a falta do controle vocal, provocando atrito das pregas vocais e o ressecamento da mucosa. 
 
Precisamos redobrar o consumo de líquidos (de preferência água em temperatura ambiente) e se caso a disfonia (rouqidão, soprosidade...) persisitir por mais de uma semana, procurar um atendimento especializado.


 

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM PODEM SER EVITADAS





   As principais conseqüências da perda auditiva na infância são: distúrbio no aprendizado da linguagem, com possível atraso da aquisição de linguagem oral, distúrbios de atenção, de compreensão, de leitura e alterações de comportamento social.  
 

   A deficiência auditiva mínima (perda auditiva leve) com pouco prejuízo para um adulto, pode representar dificuldades importantes para as crianças, como não perceberem todos os fonemas igualmente e não ouvirem a voz em intensidade fraca ou distante. Geralmente estas crianças são consideradas desatentas e costumam pedir para que os outros repitam o que disseram. Além disto, uma perda leve dificulta discriminação e percepção de  alguns sons da fala, como as consoantes surdas (/s/, /p/, /t/, /k/, /f/, /th/, /sh/), que precisam de um mínimo de energia, onde em conversação rápida, caem abaixo do limiar de audição normal. 
  
   O tratamento pode demandar a utilização de prótese (AASI) e/ou outros meios de amplificação do sinal sonoro, acompanhamento médico, orientação familiar e escolar, e fonoterapia.
 

Fonte:  Pediatria  (Sao Paulo) 2007;29(1):43-49

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Quem sou eu

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Fonoaudióloga há 22 anos, CFFa 3- 9152 Especialista em Linguagem pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia - CFFa. Especialista em Fonoaudiologia Educacional pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia - CFFa. Pós Graduada em Educação Especial: Práticas Inclusivas. Pós Graduanda em Transtorno do Espectro Autista. Certificada em Interveção Naturalista - Modelo Denver. Atendimento personalizado para : Atraso de linguagem e fala. Transtornos Motores de Fala. Orienta'ão para escolas e famílias sobre neurodesenvolvimento e inclusão.